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Misto de projeto social e peça de
marketing sindical, o Força Esporte Clube já tem data marcada para sua estréia oficial
no profissionalismo. O time criado há dois anos pela Força Sindical confirmou
inscrição no Campeonato Paulista e vai estrear no dia 13 de abril pela série B-3,
equivalente à sexta divisão estadual.
A idéia da equipe surgiu do presidente da central sindical, Paulo Pereira da Silva, o
Paulinho, que jura ter sido um bom meia-direita do Londrina, do Paraná, no fim da década
de 70.
Em 1998, a Força fez uma festa de 1º de maio no estádio do Pacaembu e foi disputado um
jogo entre jogadores veteranos e sindicalistas. Paulinho jogou, se empolgou e resolveu
montar o time. "A idéia é dar espaço para a molecada treinar e poder jogar",
diz ele.
O dirigente principal do Força Esporte Clube também veio do sindicalismo.
Francisco Carlos Tonon era um dos diretores do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo
até ser chamado por Paulinho para ser o presidente do clube.
"Seremos Força Esporte Clube Ltda. até o final do ano. Já vamos virar
clube-empresa", comemora ele, referindo-se à legislação que obriga os clubes a
serem geridos como empresa. Ele não nega o objetivo marqueteiro da equipe.
"O clube vai servir para divulgar a Força', diz.
Segundo Tonon, o orçamento do clube não passa de R$ 35 mil mensais, valor baixo mesmo
para times que disputam a B-3. "Quando o time vai jogar fora de casa, mandamos fax
para os sindicatos da região. Eles acabam ajudando com hospedagem, alimentação, e com
isso é possível diminuir o gasto do time", explica Tonon. Para o campeonato da B-3,
a idéia é usar a estrutura sindical também para levar torcida para o time do Força nas
cidades do interior do Estado, nos jogos fora de casa.
Das categorias de base ao profissional
Fundado em 16 de maio de 2001, o Força disputou campeonatos de categorias de base nos
dois últimos anos. Em 2002, ficou em terceiro lugar entre as 50 equipes que participaram
da segunda divisão no Paulista de Juniores (sub-20).
O técnico era o ex-zagueiro Mauro, que atuou pelo Corinthians na década de 80 e agora
comanda o time profissional. O supervisor é o ex-árbitro Ulisses Tavares da Silva Filho.
O elenco quase todo é formado por garotos. O regulamento da B-3 obriga que todos os
jogadores tenham menos de 22 anos e a base do time profissional será o júnior do ano
passado.
O clube já tem uma casa alugada na zona leste que serve de alojamento para alguns
atletas. Sem estádio próprio, o time fez um acordo com a prefeitura de Caieiras e vai
mandar seus jogos no estádio da cidade, com capacidade para 7.500 pessoas.
E o presidente Tonon quer mais. "Nossa meta é conseguir recursos para a construção
de um Centro de Treinamento", diz.
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